Caminheiros da Gardunha, a caminhar desde 1997 por diferentes percursos mas sempre com o mesmo sentido - o interesse pela Natureza e a defesa da Serra da Gardunha.                 

Há agora mais árvores na Serra da Gardunha



No passado Sábado, dia 21 de Março, os Caminheiros da Gardunha deram o seu contributo para a reflorestação da Serra da Gardunha através da iniciativa "Um sócio, uma árvore" que levou à plantação de várias dezenas de árvores junto à casa do guarda de Alcongosta. 

A ideia inicial era que cada sócio que tivesse aderido aos Caminheiros no último ano plantasse uma árvore com o seu nome naquela encosta despida mas muitos outros nomes acabaram por ali ficar também "plantados".




Preparação das árvores, devidamente identificadas com o nome dos novos sócios.

Não faltou determinação aos participantes.



O Afonso também teve direito à sua árvore, plantada com a ajuda dos seus avós.


O João Diogo também plantou uma árvore na Gardunha, sob o olhar atento da Joana e do Rodolfo que vieram recolher imagens para incluir num documentário de divulgação da nossa região.


O Bernardo a aprender como se faz. Assim é que é!


Caminheiros da Gardunha e Pais Em Rede. Se a árvore estiver à altura das intenções, irá sem dúvida criar raízes profundas.


O nosso amigo Lotzsi não foi esquecido. Tendo-se tornado sócio dos Caminheiros para conhecer a região aquando da sua recente estadia em Portugal, apaixonou-se pelos sobreiros, árvore que não conhecia. Em seu nome, a única árvore que não era um carvalho foi também plantada nessa tarde, embora numa zona diferente.

Contámos com a presença do núcleo do Fundão da associação Pais Em Rede. A plantação conjunta de uma árvore assinalou o início da parceria entre os Caminheiros e esta associação de defesa dos direitos dos cidadãos com deficiência. O GEGA, de São Vicente da Beira, também não quis ficar de fora e deixou ali igualmente o seu nome. Também tiveram direito a uma árvore com nome alguns voluntários que apareceram espontâneamente para ajudar e a quem endereçamos um sentido agradecimento. Afinal, esta é uma causa que diz respeito a todos os que amam a Serra da Gardunha.

Após a plantação, um animado lanche-convívio junto à casa do guarda ajudou os participantes a recuperarem as suas energias. 


Reabastecimento para recuperar do esforço.


Pelas mãos do "mestre" Toni, não faltou música para alegrar o ambiente.


O Valdemar, a Neli e o Joaquim a trabalhar com esmero.


Depois da colaboração na acção da Descobrindo que, há algumas semanas atrás, plantou na vertente Sul da Gardunha alguns milhares de árvores, os Caminheiros deram nova prova de que pretendem contribuir activamente para a causa da reflorestação da Serra da Gardunha. Esta iniciativa irá repetir-se no próximo ano.

Não podíamos terminar sem deixar um sentido agradecimento à associação Descobrindo, pela cedência das árvores para a plantação, e à Junta de Freguesia de Alcongosta, que acolheu e apoiou esta iniciativa desde a primeira hora.


Fotos: Pedro Brito e Fernando Oliveira

Assim foi a caminhada "Gardunha Sacra"

No último Domingo fez-se uma caminhada que foi ao mesmo tempo uma peregrinação. Tratou-se da "Gardunha Sacra", uma iniciativa que procurou levar os participantes a percorrer alguns dos locais sagrados da Serra da Gardunha, por caminhos que convidam à contemplação e à introspecção. Foi um percurso que, sem ser circular, começou e terminou no convento de Nossa Senhora do Seixo.



No âmbito do programa da Quadragésima, os Caminheiros da Gardunha e o GEGA, em parceria com a Câmara Municipal do Fundão, promoveram a actividade "Gardunha Sacra", uma caminhada que principiou no convento de Nossa Sra do Seixo, no Fundão e, passando pelas capelas do Miradouro (junto ao convento) e de Nossa Sra da Gardunha (Souto da Casa), terminou no santuário da Sra da Orada, em São Vicente da Beira.
 
Este percurso teve como objectivo levar os participantes a percorrer os locais sagrados da Serra da Gardunha, uma das muitas e nem sempre conhecidas facetas desta serra, partilhando histórias e lendas no sentido de recuperar a memória e o próprio nome desses lugares. O percurso foi bastante diversificado, quer no seu traçado, quer na paisagem e, acima de tudo, constituiu um desafio de superação e uma excelente jornada de convívio e partilha.

Antes do início da caminhada, falou-se sobre a história do convento de Nª Srª do Seixo e sobre a importância do conjunto que este forma com a capela da Srª do Seixo na história do Fundão.
 

A primeira parte do percurso percorreu um troço da Rota da Pedra d'Hera (PR3).
 

Este troço proporcionou as primeiras belas imagens da Cova da Beira, com a Estrela lá do outro lado.

A primeira pausa, junto à capela da Sra da Gardunha, aberta propositadamente para esta ocasião.

Imagem da Sra da Gardunha, padroeira dos Caminheiros da Gardunha.



Continuando a caminhada e antes do troço da Rota do Carvalhal (PR8) que segue as levadas, foi necessário atravessar a Ribeira da Gardunha. Com uma boa entreajuda a prova foi superada.

Chegada à zona da praia fluvial do Souto da Casa, para o primeiro de dois pontos de apoio.


Continuando ao longo da Rota do Carvalhal, rumo a Casal de Álvaro Pires.


Chegada à Portela, após ter sido necessário vencer a subida mais exigente do percurso e cujo nome vai ficar certamente na memória: o Tormentoso. A partir da Portela, foi sempre a descer ao longo da calçada antiga que leva até ao santuário da Senhora da Orada.


No santuário da Sra da Orada. Missão cumprida!

As visitas
Após a caminhada e um belo almoço partilhado, no mais puro espírito da romaria da Sra da Orada, iniciou-se um circuito de visitas que começou em São Vicente da Beira, com passagem pelo museu da Misericórdia e pela capela da S.Francisco, onde os caminheiros puderam admirar alguns objectos, imagens e andores ligados às celebrações da Quaresma. Em seguida, já na aldeia da Partida e após uma passagem pela capela de São Sebastião, a visita à igreja matriz constituiu um momento de particular emoção já que aí se pôde admirar o retábulo que até aos anos 20 do século passado se encontrava na igreja do convento de Nossa Sra do Seixo, no Fundão. Como o referiu e bem Rui Venâncio, um dos nossos anfitriões, trata-se do pedaço actualmente mais bem conservado do Convento.

Houve ainda tempo para visitar o surpreendente Centro Interpretativo das Mantas de Trapos e da obra poética de António Salvado, situado mesmo em frente à matriz.

Visita à capela da Misericórdia, em São Vicente da Beira.
 

Capela de São Francisco ou da Ordem Terceira, onde as 14 figuras já estão vestidas a rigor para a procissão dos Terceiros.


Na Partida diante do retábulo que em tempos esteve na igreja do convento de Nª Srª do Seixo, no Fundão e que recentemente foi restaurado, num esforço desenvolvido pela população local que conseguiu angariar os 50.000 euros necessários para esse trabalho. A Dª Delfina ("da Partida", como ela própria o diz) não escondeu o carinho e o orgulho que nutre por este retábulo e ficou mesmo alarmada com desabafo de alguns visitantes que lamentaram o facto de este ter deixado o Fundão.



A imagem de São Tiago que é protagonista de uma curiosa lenda local, segundo a qual o santo desaparecia repetidamente do sítio onde originalmente tinha sido colocado, para aparecer por milagre num monte acima da aldeia. 

O Centro de Interpretação da Manta de Retalhos e da obra poética de António Salvado, da associação "Pequeno Lugar". Ficou por visitar a instalação escultórica junto à ribeira mas o regresso ficou prometido.


Exposição no interior do edifício centrada na reinterpretação da tradicional manta de retalhos.

Agradecimentos:
Para além dos nossos parceiros na organização desta actividade, é impossível não agradecer a todos os que nela participaram e que, pela sua alegria e simpatia, fizeram deste dia um dia memorável. Também endereçamos um agradecimento muito especial à Junta de Freguesia do Souto da Casa pela sua preciosa colaboração, às gentes e entidades de São Vicente da Beira que tão simpaticamente nos receberam e, na aldeia da Partida, à associação "Pequeno Lugar" e ao Sr Rui Venâncio e à Dª Delfina.

Gardunha Sacra - Caminhada dia 22 de Fevereiro



Enquadrado na Quadragésima – Ciclo de Tradições da Quaresma e Semana Santa do Concelho do Fundão, os Caminheiros da Gardunha e o G.E.G.A. – Grupo de Estudos e Defesa do Património Cultural e Natural da Gardunha, em parceria com o Município do Fundão, propõem o percurso Gardunha Sacra.

Pretende-se percorrer os caminhos sagrados da Gardunha, cujo significado religioso transcende no tempo a interpretação que deles é feita, encontrando em cada um a paz e a harmonia que impelem os caminheiros, agora peregrinos, a ir mais além.






Percurso de 14km - Dificuldade média.
Percurso por caminho de terra batida e calçada antiga


Partida:
Concentração: 8h00 junto ao Convento de N.Sra. do Seixo (Fundão)


Percurso:
Convento de N.S. do Seixo (Fundão) - Capela da Sra da Gardunha (Souto da Casa) - Santuário da Sra da Orada (São Vice
nte da Beira).

Almoço no belíssimo espaço da Sra da Orada. O almoço será partilhado pelo que cada participante deverá levar algo para partilhar com os restantes.

Para não terem de transportar os mantimentos ao longo do percurso, os participantes poderão deixar tudo na carrinha dos Caminheiros da Gardunha no ponto de partida, na qual transportaremos tudo até à Sra da Orada.

Visitas: Capela de São Francisco e Museu da Misericórdia de São Vicente da Beira e Igreja Matriz da Partida (transporte em autocarro).

Regresso em autocarro.


INSCRIÇÕES grátis mas obrigatórias (para podermos precaver adequadamente o transporte de regresso) através do e-mail: caminheirosdagardunha@gmail.com
Deve-se indicar o nome e um contacto de cada participante. 

Rescaldo da Assembleia Geral Ordinária de 31 de Janeiro



Teve lugar, no passado Sábado na sede dos Caminheiros da Gardunha, a Assembleia Geral ordinária com vista à apresentação do relatório de actividades e contas de 2014 e ainda do plano de actividades para 2015, para além da discussão de outros assuntos de interesse desta associação. Após a sua apresentação e discussão, tanto o relatório de actividades e contas de 2014, que se saldou por um exercício positivo, como o plano de actividades de 2015, foram aprovados por unanimidade.

Também foi apresentado e aprovado pelos sócios a integração de André Oliveirinha como novo vogal da Direcção, em substituição de Marta Correia que se viu forçada a renunciar ao cargo por motivos pessoais e profissionais.

Esta ocasião foi também o pretexto para os sócios ficarem a conhecer a nova imagem da sede e para a realização de um simpático lanche para confraternização entre os presentes.

É de salientar que a mudança de imagem da sede -trabalho que ainda não está concluído mas que já permite perceber grandes diferenças em relação ao passado recente- motivou rasgados elogios durante e após a Assembleia Geral. O objectivo desta mudança é fazer da sede dos Caminheiros um espaço que permita a realização de diversas iniciativas incluídas no plano de actividades (que a seu tempo serão divulgadas) e também disponibilizar aos sócios uma sede que seja motivo de estima e orgulho.

Em breve partilharemos aqui algumas imagens. Fiquem atentos!

ASSEMBLEIA GERAL - Convocatória

Convocatória

Assembleia Geral Ordinária

31 de Janeiro de 2015

Nos termos do nº3 do Capítulo II dos nossos estatutos, convoco a Assembleia Geral Ordinária desta Colectividade a realizar na sua sede sita na Praceta dos Caminheiros - Lote 22 R/C - Fundão no próximo dia 31 de Janeiro de 2015 (Sábado) pelas 14:30, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto 1 - Período antes da ordem do dia
Ponto 2 - Discussão e aprovação do Relatório da Direcção e Contas do Exercício de 2014
Ponto 3 - Aprovação do Plano de Actividades para 2015
Ponto 4 - Outros assuntos de interesse para a Colectividade

Se à hora marcada não estiver presente a maioria dos sócios, a Assembleia Geral, sem necessidade de nova convocatória, realizar-se-á uma hora depois com qualquer número de sócios presentes

Fundão 17 de Janeiro de 2015

O Presidente da Assembleia Geral

Luís da Silva Carvalho

Começar o ano da melhor maneira!

Para começar o ano da melhor forma, o mês de Janeiro assistiu ao retomar da fase final da intervenção de reabilitação da sede e ainda à realização de 3 excelentes caminhadas. Se em relação aos trabalhos na sede não queremos estragar a surpresa que está reservada aos sócios na próxima Assembleia Geral, já em relação às caminhadas aqui ficam os percursos realizados.


Fundão - Alpedrinha (7km)


Cumprindo uma tradição dos Caminheiros, a primeira caminhada do ano ligou o Fundão à vila de Alpedrinha, seguindo o traçado da Via Antiga, a via em calçada que ligava as duas povoações com passagem por Alcongosta. Actualmente só o troço Alcongosta-Alpedrinha sobrevive embora nem sempre em bom estado de conservação ao longo da sua extensão.


Início da descida para Alpedrinha

De um bosque perto, um simpático habitante daquele recanto observou atentamente a passagem dos Caminheiros.

Fotos: Ladislav Borka, sócio nº 316 



Circuito da capela de São Pedro Velho (8,7km)



Não muito longe do Fundão, ergue-se o que resta de uma antiga capela, dedicada a São Pedro. Por ter havido duas dedicadas a este santo no Fundão, designou-se popularmente por capela de São Pedro Velho, em oposição à de S.Pedro Novo, hoje desaparecida, que se situava junto ao Pavilhão Municipal, Francisco J. Tavares.

A capela de S.Pedro Velho é uma construção do séc. XVI que substituiu uma ainda mais antiga que, por sua vez, terá sido construída sobre vestígios romanos. Perdido o seu valor sagrado, a última utilização do edifício foi para uma oficina de motorizadas. Muitos atentados já foram aqui cometidos e hoje a capela ameaça desaparecer. Estará mesmo condenada a isso?

O amanhecer na Cova da Beira

Capela de São Pedro Velho ou o que resta dela.



Fundão - Cavalinho (Ida e volta, 17km)


Este era de grosso modo o percurso planeado para o último Domingo mas, inesperadamente, as condições meteorológicas levaram quase todos os participantes a desistir, excepção feita a 3 que não enjeitaram esta oportunidade única de fazer uma caminhada na neve que, a partir de Alcongosta, cobria a Serra da Gardunha.

Apesar do forte nevoeiro e do frio, este percurso ofereceu cenários fantásticos e no regresso, enquanto na paragem em Alcongosta uns belos licores ajudavam a retemperar o espírito e o corpo dos Caminheiros, o sentimento era unânime: valeu a pena! 

Um jovem pinheiro completamente congelado junto ao posto de vigia do alto do Cavalinho.

Marcando as primeiras pegadas na neve do maciço central da Gardunha.