Caminheiros da Gardunha, a caminhar desde 1997 por diferentes percursos mas sempre com o mesmo sentido - o interesse pela Natureza e a defesa da Serra da Gardunha.                 

ASSEMBLEIA GERAL - Convocatória

Convocatória

Assembleia Geral Ordinária

31 de Janeiro de 2015

Nos termos do nº3 do Capítulo II dos nossos estatutos, convoco a Assembleia Geral Ordinária desta Colectividade a realizar na sua sede sita na Praceta dos Caminheiros - Lote 22 R/C - Fundão no próximo dia 31 de Janeiro de 2015 (Sábado) pelas 14:30, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto 1 - Período antes da ordem do dia
Ponto 2 - Discussão e aprovação do Relatório da Direcção e Contas do Exercício de 2014
Ponto 3 - Aprovação do Plano de Actividades para 2015
Ponto 4 - Outros assuntos de interesse para a Colectividade

Se à hora marcada não estiver presente a maioria dos sócios, a Assembleia Geral, sem necessidade de nova convocatória, realizar-se-á uma hora depois com qualquer número de sócios presentes

Fundão 17 de Janeiro de 2015

O Presidente da Assembleia Geral

Luís da Silva Carvalho

Começar o ano da melhor maneira!

Para começar o ano da melhor forma, o mês de Janeiro assistiu ao retomar da fase final da intervenção de reabilitação da sede e ainda à realização de 3 excelentes caminhadas. Se em relação aos trabalhos na sede não queremos estragar a surpresa que está reservada aos sócios na próxima Assembleia Geral, já em relação às caminhadas aqui ficam os percursos realizados.


Fundão - Alpedrinha (7km)


Cumprindo uma tradição dos Caminheiros, a primeira caminhada do ano ligou o Fundão à vila de Alpedrinha, seguindo o traçado da Via Antiga, a via em calçada que ligava as duas povoações com passagem por Alcongosta. Actualmente só o troço Alcongosta-Alpedrinha sobrevive embora nem sempre em bom estado de conservação ao longo da sua extensão.


Início da descida para Alpedrinha

De um bosque perto, um simpático habitante daquele recanto observou atentamente a passagem dos Caminheiros.

Fotos: Ladislav Borka, sócio nº 316 



Circuito da capela de São Pedro Velho (8,7km)



Não muito longe do Fundão, ergue-se o que resta de uma antiga capela, dedicada a São Pedro. Por ter havido duas dedicadas a este santo no Fundão, designou-se popularmente por capela de São Pedro Velho, em oposição à de S.Pedro Novo, hoje desaparecida, que se situava junto ao Pavilhão Municipal, Francisco J. Tavares.

A capela de S.Pedro Velho é uma construção do séc. XVI que substituiu uma ainda mais antiga que, por sua vez, terá sido construída sobre vestígios romanos. Perdido o seu valor sagrado, a última utilização do edifício foi para uma oficina de motorizadas. Muitos atentados já foram aqui cometidos e hoje a capela ameaça desaparecer. Estará mesmo condenada a isso?

O amanhecer na Cova da Beira

Capela de São Pedro Velho ou o que resta dela.



Fundão - Cavalinho (Ida e volta, 17km)


Este era de grosso modo o percurso planeado para o último Domingo mas, inesperadamente, as condições meteorológicas levaram quase todos os participantes a desistir, excepção feita a 3 que não enjeitaram esta oportunidade única de fazer uma caminhada na neve que, a partir de Alcongosta, cobria a Serra da Gardunha.

Apesar do forte nevoeiro e do frio, este percurso ofereceu cenários fantásticos e no regresso, enquanto na paragem em Alcongosta uns belos licores ajudavam a retemperar o espírito e o corpo dos Caminheiros, o sentimento era unânime: valeu a pena! 

Um jovem pinheiro completamente congelado junto ao posto de vigia do alto do Cavalinho.

Marcando as primeiras pegadas na neve do maciço central da Gardunha.


Apresentação do livro "Geomorfologia da Gardunha"




Teve ontem lugar no Salão Nobre da Junta de Freguesia de São Vicente da Beira, a apresentação do livro "GeoMorfologia da Gardunha - Figuras & Formas Graníticas da Serra da Gardunha", da autoria do nosso estimado amigo António José da Conceição, popularmente conhecido como "Tó Sabino", membro de longa data do GEGA - Grupo de Estudos e Defesa do Património Cultural e Natural da Gardunha.

O livro compila a recolha fotográfica que o autor fez das curiosas e invulgares formas graníticas existentes no maciço central da Serra da Gardunha, formas essas que são moldadas não apenas pelas forças erosivas mas também pela luz e pela imaginação. As páginas deste livro são também um desafio ao leitor para percorrer os trilhos da Gardunha, na busca dos locais fotografados.




A apresentação teve o condão de reunir Luís Correia e Paulo Fernandes, presidentes das Câmaras de Castelo Branco e do Fundão, respectivamente, numa mesa que contou ainda com Vítor Louro e Pedro Serra, presidentes das Juntas de Freguesia de São Vicente da Beira e Louriçal, para além de Celeste Gomes, da Universidade de Coimbra. 

A conjugação de esforços à volta desta obra prova que, longe de ser um obstáculo geográfico à aproximação das gentes, a Gardunha pode ser pelo contrário o foco de uma cooperação alargada que englobe municípios, freguesias e movimentos associativos na valorização das suas diversas vertentes patrimoniais. Esse é o caminho a seguir.

A obra pode ser adquirida contactando o GEGA (clicar aqui), colectividade para a qual revertem todas as receitas das vendas e que merece um sentido louvor pelo excelente trabalho que tem desenvolvido ao longo dos últimos anos.

Um passeio até à Penha

Depois de na semana passada termos visitado novamente a Sra da Gardunha, no último Domingo fomos até outro local emblemático da Serra da Gardunha: a Penha. O percurso, num total de 7km ida e volta a partir da Casa do Guarda de Alcongosta, permitiu-nos apreciar a paisagem que confirma as palavras de Orlando Ribeiro que apontou a Gardunha como fronteira entre o Norte montanhoso e o Sul de planícies.

A Penha, com as ruínas que contribuem para a sua aura de mistério, foi em tempos local de culto à Senhora da Penha, substituindo provavelmente um outro santuário onde, em tempos mais recuados, os moradores do castro que ali terá existido adoravam deuses cujo nome se perdeu no tempo. 


Junto ao trilho, uma figura parece vigiar atentamente quem passa


Para lá da linha de carvalhos, vislumbra-se o alto do Cavalinho


A Penha vista do caminho aberto durante a década de 1960 mas cujos trabalhos foram interrompidos antes que fosse rasgada a encosta rochosa. Ainda bem que assim foi.

Na Rota das Faias, em Manteigas


No passado Domingo fomos até à Rota das Faias de Manteigas (PR13MTG), um percurso que, nesta altura do ano, oferece um cenário que parece ter sido retirado de um conto de fadas. As encostas que cercam a vila de Manteigas estão repletas de árvores caducifólias (castanheiros, carvalhos, faias, ...) que no Outono pintam a paisagem com amarelos, dourados e castanhos.

O percurso realizado esticou um pouco o PR13, num total de pouco mais de 10km.


Embora a ameaça do mau tempo tenha levado a muitas desistências, São Pedro acabou por ser simpático para o grupo de corajosos que decidiu ainda assim fazer a caminhada e esta acabou por ser uma jornada bastante animada e com várias surpresas. No final, para recuperar forças, nada melhor que um almoço em que o prato principal foi a especialidade local das feijocas. No final o sentimento era comum a todos: valeu a pena!

Aqui ficam algumas das inúmeras fotos tiradas pelos participantes ao longo do percurso:

Saindo de Manteigas.


Prestes a iniciar a subida que nos levaria ao posto de vigia e à capela de São Lourenço, um santo com a particularidade de segurar... uma grelha. Como noutras paragens, também a imagem deste santo teimou em ser ela a escolher o local onde hoje se ergue a capela, desaparecendo do local onde a população inicialmente lhe prestou culto para aparecer sistematicamente onde hoje se encontra.


O Sr José, pastor de profissão e já um velho conhecido de muitos do grupo, recebe sempre os caminheiros com simpatia, apesar de algumas situações menos agradáveis de que nos deu conta.


O último repouso antes de dar os primeiros passos à sombra das faias. 


Sob as faias, o cenário era este.


Contrastes e escalas.


Junto ao posto de vigia fizemos uma pausa para retemperar forças e onde se partilharam alguns petiscos que bem souberam. A dada altura o som dos chocalhos anunciou a chegada de um rebanho que foi precedido por 4 guardas de meter respeito. Dois deles decidiram vir confraternizar connosco e, com ar pedinchão, provar também um pouco da merenda.


Terminada a partilha de comida, umas festas também não souberam nada mal.


Foto de parte do grupo com o Sr. Tó Querido, o pastor que guardava o rebanho e uma figura bem conhecida destas paragens e de cujo discurso ágil e espirituoso ficámos fãs. Já agora, a título de curiosidade, ele foi um dos vários pastores que Jorge Pelicano entrevistou no excelente documentário "Ainda há pastores?" (ver aqui).


De volta ao caminho, com o nevoeiro a acompanhar-nos, rumo à Cruz das Jogadas


A partir da Cruz das Jogadas, avista-se todo o vale até Manteigas.

Retrato (quase) completo do grupo. No final, todos faziam a mesma pergunta: Quando é a próxima?


Fotografias tiradas por: 
Pedro Brito, Nuno Baptista e António Simões

A Gardunha engalanou-se como o exige o Outono

No último fim-de-semana, como não podia deixar de ser, realizámos a habitual caminhada de Domingo. Desta vez, tivemos o prazer da companhia de um amigo recém-chegado da Eslováquia, que se juntou a nós com o propósito de conhecer melhor a região. Decidimos presenteá-lo com a magnífica visão da Cova da Beira a partir da Pedra d'Hera (esta num estado, infelizmente, menos digno), percorrendo o extenso souto do monte de São Brás, devidamente engalanado como o exige o Outono.

Aqui ficam dois registos dessa caminhada, pela lente sempre atenta da Mafalda. 



No próximo Domingo dia 23, como já foi dito aqui, iremos até à Serra da Estrela para percorrer a Rota das Faias, em Manteigas. A concentração, para quem vai do Fundão, está marcada para as 7h30 no Largo da Sra da Conceição. O ponto de encontro em Manteigas será junto ao restaurante "Santa Luzia", pelas 8h30.

Fotos por Mafalda Salvado, sócia nº 356