Caminheiros da Gardunha, a caminhar desde 1997 por diferentes percursos mas sempre com o mesmo sentido - o interesse pela Natureza e a defesa da Serra da Gardunha.                 

A Gardunha engalanou-se como o exige o Outono

No último fim-de-semana, como não podia deixar de ser, realizámos a habitual caminhada de Domingo. Desta vez, tivemos o prazer da companhia de um amigo recém-chegado da Eslováquia, que se juntou a nós com o propósito de conhecer melhor a região. Decidimos presenteá-lo com a magnífica visão da Cova da Beira a partir da Pedra d'Hera (esta num estado, infelizmente, menos digno), percorrendo o extenso souto do monte de São Brás, devidamente engalanado como o exige o Outono.

Aqui ficam dois registos dessa caminhada, pela lente sempre atenta da Mafalda. 



No próximo Domingo dia 23, como já foi dito aqui, iremos até à Serra da Estrela para percorrer a Rota das Faias, em Manteigas. A concentração, para quem vai do Fundão, está marcada para as 7h30 no Largo da Sra da Conceição. O ponto de encontro em Manteigas será junto ao restaurante "Santa Luzia", pelas 8h30.

Fotos por Mafalda Salvado, sócia nº 356

Na XIV edição da Mostra de Artes e Sabores da Maúnça


Deixando a Serra da Gardunha (mas mantendo-a à vista sempre que possível), fomos no último Domingo até à acolhedora aldeia do Açor, na Serra da Maúnça, onde decorreu a XIV Mostra de Artes e Sabores da Maúnça. O percurso de 6,5km iniciou-se na aldeia da Enxabarda, por entre casarios de xisto, passando depois por uma paisagem onde as encostas de pinhal, entre-cortadas por terrenos delimitados por muros em xisto, foram a pouco e pouco dando lugar a castanheiros. À chegada esperavam-nos deliciosas iguarias que nos ajudaram a recuperar forças.



Um dos momentos de pausa que não o foram. À medida que os caminheiros iam chegando, o cansaço desaparecia perante a visão das castanhas ali à mão de... apanhar. 


A chegada ao Açor com uma belíssima paisagem que se estende a perder de vista.

A foto da praxe, junto a um dos belíssimos recantos da aldeia.



À chegada, fomos surpreendidos pelos bombos do Rancho Folclórico do Souto da Casa, um comité de recepção de altíssimo nível! Voltaram a brindar-nos com a sua animação à hora do almoço, enquanto nos deliciávamos com algumas iguarias servidas pela Tasca do Ribeiro.


Açor, sinónimo de hospitalidade

Esta festa anual destaca-se pela forma como os habitantes da aldeia do Açor se esforçam, ano após ano, para a manterem genuína, fiel ao seu conceito original de festival de comida típica num ambiente acolhedor, quase familiar. Há regras de ouro: os produtos têm que ser caseiros, a castanha tem que estar presente em cada tasquinha, seja na forma original, de doces ou -claro está!- na forma líquida e os visitantes têm de deixar o Açor satisfeitos e com vontade de regressar. 

Este é também um evento de reencontro dos filhos do Açor já que muitos aproveitam a oportunidade para percorrerem os caminhos da emigração em sentido inverso, vindo também dar o seu contributo para que tudo corra bem.



Este ano os Caminheiros da Gardunha tiveram o seu próprio espaço durante o evento.


Uma novidade! Os porta-chaves e pregadeiras em forma de castanha, fruto do trabalho conjunto da Isabel, da Débora, da Ana e da Cristina, que muitos fizeram questão de levar para casa.


Os magustos tradicionais são momentos-chave da festa. À sua volta partilham-se as castanhas, que o calor faz saltitar de mão para mão, e uma belíssima jeropiga. 

Quando tudo chega ao fim, fica inevitavelmente uma sensação de nostalgia mas também a certeza de que é tempo de recomeçar a contar os dias até à próxima Mostra de Artes e Sabores. Um sentimento que as palavras do nosso Diamantino traduzem na perfeição:

"Voltou o sossego, a calma, que a chuva miudinha ajuda a sentir. O Açor cala o frenesim de dois dias e outros mais, para quem produziu e fez os tesouros gastronómicos que foram servidos nos dias da Mostra de Artes Sabores da Maunça. Alguns dos seus aqui vieram, só para participar com o seu trabalho e alegria. Uma tradição que não se mede pelos milhares de visitantes mas sim pela qualidade do que se compra e saboreia. Visitante que conhece já, e trata as pessoas pelo nome, num convívio fraterno, único pelos motivos que em tudo transforma a aldeia plantada na Maunça, da qual se orgulham e tanto sabe receber. 

Aqui se vem para repetir sensações e sabores, outros recordam e visitam familiares por isso também é a festa da fraternidade. Quando voltarem dias melhores e quando voltar alguma da justiça social que nos roubam, a festa crescerá: mais alegria, mais, e mais gente…."


Agradecimentos

Como o impõem a gratidão e a mais elementar justiça, os Caminheiros da Gardunha agradecem a todos os que contribuíram para a realização da caminhada e ainda para a nossa presença permanente nos dois dias da Mostra de Artes e Sabores da Maúnça. São eles: a Associação Recreativa e Cultural do Rancho Folclórico "Pastores do Açor", a Junta de Freguesia do Castelejo, o Sr. Joaquim, o inexcedível pessoal da Casa da Avó e da Tasca do Ribeiro e ainda o Sr. Alberto Guedes, da Câmara Municipal do Fundão. Por um último, um agradecimento especial à população do Açor pela hospitalidade com que nos acolheu.

Caminhada ao redor do Monte de São Brás


A caminhada do último Domingo levou-nos num passeio ao redor do monte de São Brás, já a vestir-se em cores de Outono. A meteorologia bastante favorável tornou o percurso ainda mais agradável à medida que alternávamos entre as paisagens de pinhal, souto e pomares de cerejeiras, também estas a querer competir com os castanheiros nas cores douradas.

O percurso: 7,5km

Muito mais que apenas mais um monte

O monte de São Brás é, para além de um local belíssimo onde se vive e respira natureza, também um sítio com muitas histórias para contar. Nem toda a gente sabe que, sob os castanheiros, se escondem os vestígios de um castro, uma povoação fortificada que foi habitada pelos nossos antepassados "lusitanos", há cerca de 3.000 anos atrás, e que se encontrava protegida por duas imponentes cinturas de muralhas. Estas são ainda hoje bem visíveis, sobretudo para quem chega ao monte vindo do sítio dos "4 caminhos".

O belíssimo caminho que passa pelo cume do monte, devidamente atapetado

Também neste monte existiu uma capela dedicada a São Brás, construída antes do ano 1395, data em que foi pela primeira vez mencionada. Abandonada e mais tarde usada como estábulo, acabaria por ser destruída no século XVII ou XVIII por ordem bispal.


Na zona do pinhal do monte de São Brás, alguns caminheiros detêm-se para admirar a vista para Alcongosta junto a uma laje com "covinhas". Esta laje terá tido um significado ritual importante para os antigos habitantes do monte.

Nunca é demais dizer que quem quiser participar nas caminhadas de Domingo é muito bem-vindo. Todas as semanas realizamos um percurso diferente, variando também nos níveis de dificuldade. No próximo Domingo a caminhada muda de cenário para a Serra da Maúnça conforme podem ler clicando aqui, num percurso que irá ligar a Enxabarda ao Açor onde decorre a XIV Mostra de Artes e Sabores da Maúnça. É preciso dizer mais?

Fotos por Mafalda Salvado, sócia nº 356

Caminhada Rota dos Castanheiros - MAÚNÇA


No âmbito do programa da XIV Mostra de Artes e Sabores da Maúnça, que irá decorrer nos próximos dias 8 e 9 de Novembro na aldeia do Açor, os Caminheiros da Gardunha irão dinamizar a caminhada pela Rota dos Castanheiros da Maúnça. Trata-se de uma actividade aberta a todos os interessados, sócios e não sócios.


Percurso previsto:


O percurso é linear, com uma extensão de cerca de 6,5km e dificuldade média, e permite conhecer as construções em xisto existentes na Enxabarda e no Açor, ligando depois as aldeias através de caminhos de terra batida que atravessam pinhais e soutos, estes com castanheiros de impressionantes dimensões, assim como zonas agrícolas tradicionais, cujos terrenos foram arrancados às íngremes encostas do vale e delimitados com muros de xisto, ao preço de muito suor e incontáveis horas de trabalho.

O ponto de encontro é junto à capela de Nª Srª da Boa Viagem, na Enxabarda às 8h30 da manhã. Após o almoço, haverá transporte de volta ao ponto de partida.

Quem quiser recuperar forças no final da caminhada poderá inscrever-se para o almoço, tendo a possibilidade de escolher entre chanfana e fritada mista. Para o almoço o número de inscrições é limitado pelo que será importante inscrever-se o mais cedo possível.

Inscrições

Caminhada - Gratuita
Almoço - 5 "castanhas"

Inscrições / mais informações: 
caminheirosdagardunha@gmail.com 
Tlm 965750408

Rota das Faias - Alteração de data

Nova data:

Dado que nos chegaram repetidas informações dando conta que, ao contrário do que inicialmente nos tinha sido comunicado, as faias ainda não vestiram as suas melhores roupas de Outono, e uma vez que se pretende que os participantes experimentem o melhor deste percurso, decidimos alterar a data de realização desta caminhada. 

Assim a caminhada pela Rota das Faias de Manteigas realizar-se-á no próximo dia 23 de Novembro e não no dia 2 como inicialmente previsto, mantendo-se o plano inalterado no que diz respeito à hora e ponto de encontro. Acreditem, vai valer a pena! 

No dia 2 de Novembro, quem não quiser abdicar da prática da caminhada é bem-vindo se quiser juntar-se a nós para a habitual caminhada de Domingo de manhã. O ponto de encontro é, como habitualmente, o Largo da Senhora da Conceição, no Fundão às 8h da manhã. Até lá!

Próxima caminhada: Rota das Faias (Manteigas)



No próximo Domingo vamos caminhar pelos contra-fortes da Serra da Estrela e explorar a Rota das Faias, em Manteigas. Trata-se de uma caminhada de média dificuldade e que terá uma extensão de cerca de 7km por bosques de castanheiros e -claro está!- faias, com vista para o Vale Glaciar do Zêzere (mais informações neste link).

No final, para retemperar as forças e antes do regresso, esperam-nos as deliciosas feijocas de Manteigas (valor do almoço suportado por cada participante). 

Os interessados deverão inscrever-se previamente através do nosso e-mail caminheirosdagardunha@gmail.com ou através do nº de telemóvel 965750408. 

O ponto de encontro é o largo da Senhora da Conceição, pelas 7h30 da manhã. Os participantes deverão levar roupa e calçado adequado ao percurso e às condições meteorológicas, água e um reforço alimentar. 

Vemos-nos no Domingo?

Um passeio ao santuário de Nª Srª da Gardunha


O percurso (10km):



Como já vem sendo hábito há vários anos, cada Domingo significa uma nova caminhada sempre por um percurso diferente. No último fim-de-semana fomos até à belíssima ermida de Nossa Senhora da Gardunha, junto à ribeira com o mesmo nome no Souto da Casa. Foi uma caminhada que permitiu aos participantes descobrir alguns recantos menos conhecidos da Serra da Gardunha, agora prestes a entrar no auge da sua beleza outonal.



Quem se quiser juntar a nós só terá que aparecer ao Domingo de manhã, pelas 8h00, no Largo da Sra da Conceição. Há sempre um percurso novo para descobrir.